
Divulgado recentemente pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), o Índice de Confiança do Empresário do Comércio, referente ao mês de setembro, aponta que o empresário do comércio em todo o País encontra-se em um grau de neutralidade, com o indicador atingindo 100,2 pontos, tendo reduzido 1,3% na comparação com o mês anterior.
Segundo observações da CNC, essa neutralidade está associada à taxa das blusinhas, o que mais pesou sobre o setor do comércio varejista, notadamente no comércio de produtos semiduráveis, como roupas, calçados, entre outros, os quais apresentaram resultados negativos no mês de setembro, de -4%.
Esse resultado, associado à taxa das blusinhas, interferiu no montante de produtos semiduráveis importados, saindo dos 15,4 milhões de remessas declaradas em agosto de 2025 para 26,5 milhões em agosto de 2026.
Observando os dados relativos ao Acre, a Federação do Comércio aponta que, mesmo com os resultados negativos no comércio ao longo do mês de setembro em todo o País, o comércio varejista acreano, antagonicamente, atingiu 117,8 pontos, mesmo com o resultado de 54 pontos obtido quando questionado sobre os aspectos da economia e sua interferência nos negócios, enquanto a confiança no próprio setor, mesmo abaixo dos 100 pontos, aponta uma linha de tendência de crescimento ao longo dos próximos meses.
Por outro lado, expectativas de contratação futura, estoques e nível de investimentos não apresentaram resultados que demonstrem confiança do empresário para tais realizações em momento futuro.
Os indicadores obtidos no mês de setembro são reflexo das expectativas econômicas para os próximos meses, o que também eleva o grau de confiança no setor e, consequentemente, no próprio negócio.
“Essa expectativa está diretamente associada ao momento político pelo qual passa o País e às ações futuras do próximo governo federal, tendo ainda, como um ponto de referência, a implantação efetiva da CBS e do IBS sobre produtos e serviços, o que poderá desequilibrar os indicadores de confiança do empresário do comércio acreano”, explica Egídio Garó, assessor da Presidência da Fecomércio.