Fecomércio/AC analisa dados do Novo Caged e do trabalho formal no Acre

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Acre tem saldo positivo de 400 novos postos de trabalho formal em agosto

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio/AC) analisou os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados recentemente pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) referentes ao mês de agosto.

Divulgados no último dia 29 pelo Ministério do Trabalho e Emprego, os dados do Novo Caged apontam que, em todo o País, foram ocupados 165.827 novos postos de trabalho formal. Ao longo do mês, foram admitidos 2.294.563 trabalhadores e desligados outros 2.128.736. Uma variação positiva de 0,34% na comparação com o mês anterior.

Esse saldo positivo foi liderado pelas atividades de serviços, responsáveis por 110.346 novos postos formais, seguidas pelas atividades da indústria da construção, com 20.848 postos; indústria geral, com 16.613 postos; comércio, com saldo positivo de 16.565 postos formais criados; e agricultura, com saldo positivo de 1.452 novas vagas formais.

O Acre, por sua vez, apresentou uma elevação de 43% no saldo de empregos no mês de agosto, na comparação com o mês de julho, quando o saldo de empregos formais foi de 280 postos, atingindo, em agosto, mais 400 postos formais ocupados.

Esse saldo considera o número de admissões e desligamentos em todas as atividades econômicas relacionadas, sendo que, em cada uma delas, o saldo pode ser maior do que a média mensal, o que se ajusta por conta das atividades que desligaram mais do que contrataram.

A atividade de serviços foi a responsável por 465 postos, com destaque para as atividades profissionais, científicas e técnicas, com saldo de 256 novos postos, e atividades administrativas e serviços complementares, com 93 postos formais criados.

Além dos serviços, somente a agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura obtiveram saldo positivo em agosto. Essa atividade gerou 31 postos ao longo do mês.

Todas as demais atividades apresentaram saldos negativos, desligando mais do que admitindo, sendo lideradas pela atividade de construção, com -49 postos; indústria geral, com -36 postos; e comércio, com -11 postos, sendo esse último o que vem demonstrando a retração da atividade em todo o Estado, ocasionada pela insegurança jurídica do momento.

Entre todos os municípios acreanos, Bujari surpreendeu com os resultados do mês de agosto, liderando o saldo de postos formais, gerando 247 postos. O maior dentre todos os municípios, admitindo 325 trabalhadores e desligando 78 deles. Essa elevação no número de postos formais gerados está relacionada aos serviços relativos às atividades profissionais, científicas e técnicas e às atividades administrativas e serviços complementares ligados à agropecuária da região.

Além de Bujari, entre os municípios que apresentaram saldos positivos na geração de novos postos formais, estão: Sena Madureira, com 94 novos postos; Rio Branco, com 46; Mâncio Lima, com 34; Cruzeiro do Sul, com 24 postos formais; Porto Acre, com 13 novos postos; Rodrigues Alves e Epitaciolândia, com 6 postos cada; Marechal Thaumaturgo, com 3 postos; e Jordão, com 1 posto a mais.

No entanto, mesmo com resultados positivos, o Acre não tem demonstrado linha de tendência de que o volume de empregos formais aumente para os próximos períodos, tendo em vista que, ao longo do ano, vem se mantendo estável, sem grandes oscilações.

“O comércio é o setor que mais tem restringido a contratação e a reposição da mão de obra. Num primeiro momento, os desligamentos no setor acontecem de forma espontânea e, num segundo, o momento atual e a baixa expectativa do empresário do comércio acreano têm deixado visível a redução da atividade em todo o Estado”, de acordo com as observações de Egídio Garó, assessor da Presidência da Fecomércio.

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