CONFIANÇA DO EMPRESÁRIO DO COMÉRCIO ACREANO É A MAIOR DESDE DEZEMBRO DO ANO PASSADO.

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A confiança do empresário do comércio brasileiro recuou em agosto. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) atingiu 101,3 pontos, menor nível desde novembro de 2025, permanecendo, contudo, acima dos 100 pontos que delimitam o campo de confiança.

Essa insatisfação é causada pela falta de confiança do empresário com as condições atuais, a qual atingiu, ao final de agosto, 73,6 pontos, valor esse levando-se em consideração a situação econômica do país, do setor de atuação e da própria empresa em relação ao mesmo período do ano anterior. O indicador está bem abaixo dos 100 pontos, demonstrando desconfiança com o momento atual e em contraste com a elevada confiança do empresário para o momento futuro.

No recorte por atividades, a confiança apresentou comportamentos distintos entre seus componentes. As condições atuais recuaram nos três grupos analisados, com maior queda entre os bens duráveis. Já nas expectativas para o futuro, houve avanço entre os segmentos de bens duráveis e não duráveis.

Análises regionais realizadas pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre (Fecomércio/AC) apontam que o grau de confiança do empresário do comércio acreano está elevado, atingindo 118,7 pontos, o maior dos últimos 12 meses.

Esse indicador é a média de três outros: Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio; Índice de Expectativas do Empresário do Comércio; e Índice de Investimento do Empresário do Comércio.

Separadamente, as condições atuais do empresário do comércio indicam que a confiança do mesmo com o momento atual em que passa o negócio tem gerado certa volatilidade, contudo, ainda maior do que o observado no mesmo período do ano anterior, atingindo, em agosto, 83,5 pontos.

Em outra observação, a expectativa do empresário com a economia, com o setor e a própria empresa no futuro próximo está maior do que o observado nos últimos 11 meses, atingindo, em agosto, 156,1 pontos.

Uma vez observados esses indicadores, o empresário projeta de forma positiva os investimentos necessários para o momento futuro. No Acre, percebe-se boa expectativa com relação a novas contratações, assim como a intenção de investimentos no negócio, esse último com o maior indicador dos últimos 12 meses.

Mesmo com as condições favoráveis tanto para contratações quanto para investimentos, a avaliação do nível atual dos estoques permanece abaixo dos 100 pontos, indicando percepção ainda desfavorável quanto à adequação dos estoques diante da programação de vendas.

No recorte acreano por grupos de atividade, tem prevalência no grau de confiança o segmento dos produtos duráveis, o qual atingiu 122,4 pontos em agosto, acompanhado pelos produtos semiduráveis, com 121,8 pontos, e, por fim, os produtos não duráveis, com 115,9 pontos.

“A falta de confiança com o momento atual está relacionada com os destinos políticos do país e estados nas próximas eleições, e muito pressionado com a insegurança jurídica e a crise institucional pelas quais passam algumas instituições federais. Uma vez respaldadas tais crises, há uma tendência de que o grau de confiança do empresário do comércio com o momento atual atinja indicadores cada vez maiores”, comenta Egídio Garó, assessor institucional da Fecomércio.

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