
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio/AC) analisou os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados recentemente pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) referentes ao mês de fevereiro de 2026, que apresenta a situação atual do nível de admissões e demissões ocorridas em todo o País.
Os dados apontam que, em todo o País, foram gerados 255.321 novos empregos formais, sendo 2.381.767 admissões e 2.126.446 desligamentos ao longo do mês de fevereiro deste ano.
Desse montante de novos empregos formais, 177.953 deles foram ocupados pelo setor de serviços, seguido pelas atividades da administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com 79.788 postos gerados, tendo a educação prevalecido, com 49.013 desses postos. A indústria em geral admitiu 32.027, com forte concentração na indústria de transformação, com 29.029 empregos gerados em fevereiro, seguida pela construção, que absorveu 31.099 trabalhadores.
Os resultados deste período, na comparação com o mesmo período do ano passado, indicaram uma forte desaceleração na criação de novos postos formais, apontando uma queda de 46% nessa geração.
Os dados relativos ao Acre são observados pela Federação do Comércio do Estado e, dessa observação, pode-se destacar que, em todo o Estado, foram gerados 276 postos, com destaque para a indústria de transformação, que admitiu 219 novos trabalhadores, seguida pelas atividades de serviços, as quais ofereceram 143 novos postos. Esse saldo poderia ter sido maior, não houvesse redução da oferta em setores como transporte e armazenagem, reduzindo -33 postos; atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com redução de -48 postos; e serviços de alojamento e alimentação, com também -48 postos disponíveis. Por outro lado, atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas registraram a criação de 242 novos postos, bem como as atividades profissionais, científicas e técnicas, com a geração de 237 postos.
Dentre os municípios acreanos, o que gerou o maior número de vagas formais, historicamente liderado por Rio Branco, foi Bujari, com 143 empregos gerados, seguido por Sena Madureira, com 134 novos postos, e Brasiléia, com 76 postos formais criados em fevereiro, contra as 125 novas vagas em Rio Branco.
Epitaciolândia vem em seguida, com saldo positivo de 41 vagas; Senador Guiomard, com 36; Xapuri, com 22; Porto Acre, com 21; Rodrigues Alves, com 8 novos postos; Manoel Urbano, com 7 postos; Marechal Thaumaturgo e Assis Brasil, com 6; Capixaba, com 3 novos postos; e Tarauacá, com 1 posto gerado. Todos os demais municípios apresentaram redução dos postos formais de trabalho, com destaque para Plácido de Castro, com -216, e Cruzeiro do Sul, com -125 vagas formais.
A Figura a seguir representa a movimentação do mercado de trabalho no Acre ao longo de um ano:

Mesmo apresentando saldos positivos no Novo Caged, o Estado vem criando, cada vez menos, novos postos de trabalho.
“Percebe-se que, entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026, o número de admissões retraiu bastante até dezembro de 2025, porém dando tendências de que esse número sofra um incremento nos próximos meses. Por outro lado, o volume de desligamentos apresentou-se como o maior volume do último ano, o que preocupa o mercado. O mesmo pode ser observado na questão dos saldos, que declinaram ao longo de todo o período, tendo uma leve retomada no mês de fevereiro”, afirmou o assessor da presidência da Fecomércio Acre, Egídio Garó.
“Essas observações reforçam que o otimismo do comércio com o negócio e com a economia interfere nas perspectivas de contratação futura, ao mesmo tempo em que o trabalhador formal desliga-se espontaneamente de sua atividade e segue para o mercado informal, intensificado pelos benefícios sociais oferecidos”, Concluiu Egídio Garó.