Pelo menos 62% dos empresários do comércio de bens afirmaram estar confiantes com a liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O estudo, feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio/AC), por meio do Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Acre (Ifepac), foi realizado entre os últimos dias 13 e 26 de agosto junto a 89 entrevistados.
O levantamento, porém, confirmou que outra parcela de 30% afirmou não acreditar em melhora da economia a partir do movimento do mercado com recursos aguardos, e o motivo seria o elevado grau de endividamento das famílias, de modo que muitas delas devem optar por quitar as dívidas.
Em relação ao modo de trabalho do comércio visando aumento de vendas com os saques do FGTS, 28% dos empresários afirmaram apostar em redução de preços, seguidos de outros 25%, que disseram acreditar em mais promoções para vendas, assim como, 18% que reiteraram que farão mais descontos para as vendas com “recebimentos à vista”. O estudo também destacou 24% dos empresários, que se mostraram dispostos a investimentos em “renovação de estoque” para o período.
Além disso, 57% dos empresários afirmaram sobre a intenção de mais investimentos em propaganda e publicidade, enquanto outros 33% afirmaram que devem continuar apostando nas promoções pontuais.
Mesmo com a perspectiva de melhora das vendas, 74% dos empresários do comércio de Rio Branco não pretendem contratar, tendo em vista considerar que a melhora esperada não deve prolongar-se, e que a economia não vai alcançar o equilíbrio com uma medida de efeito no curto prazo. Além de 12% dos empresários, que não se manifestaram quanto à oferta de empregos, e 14%, que acenaram positivamente.