Próximo aos 30 dias de greve, os servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) no Acre se reuniram com empresários, nesta segunda-feira (15), para apresentar suas reivindicações e pedir apoio do setor.
O presidente da Fecomércio, Leandro Domingos, destaca que a greve dos servidores é extremamente importante, mas que o comércio acriano, assim como toda a região amazônica, mas destaca que a liberação das mercadorias precisa ser dinamizada.
“Nós concordamos que esses servidores sejam valorizados pelo Governo Federal. Sabemos que eles têm dificuldade, por isso, precisamos que essa mensagem de valorização chegue ao governo. Podemos chegar em um momento que os consumidores e empresários do comércio reclamem a falta de determinados produtos, assim como os caminhoneiros, já que existem hoje cerca de 200 caminhões que precisam ter suas cargas liberadas. Somente nesses dias de greve já tivemos o prejuízo de cerca de 28 milhões somente no Acre”, destaca Domingos.
Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Funcionários da Suframa (Sindframa), Renato Santos, a intenção é que os empresários solicitem aos deputados federais e senadores da República, apoio para a derrubada do veto da Medida Provisória 660, referente ao Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores.
De acordo com Santos, a votação para a derrubada do veto está prevista para ocorrer nesta terça-feira (16), em Brasília. Os servidores precisam de ao menos 257 votos de deputados federais, mais 41 de senadores para conseguir a derrubada do veto.
Santos destaca, ainda que desde 2008 que os servidores. “Pediram um prazo de 210 dias para analisar a proposta, após esse prazo, nós sentamos com o governo e nada foi resolvido. Então tivemos que entrar em greve novamente. Por isso, precisamos do apoio dos nossos deputados. Estamos com 40% dos servidores para poder atender os 30% dos serviços, e ainda assim, cerca de 200 carretas estão paradas na Suframa. Nossa intenção é minimizar essa problemática de serviços”, aponta Santos.
Ainda segundo Santos, recentemente, um juiz acatou o pedido de uma outra ação de caminhoneiros, onde cinco servidores da servidores da Secretaria de Estado da Fazenda foram disponibilizados para realizar alguns serviços.
“Esses cinco funcionários da Sefaz foram disponibilizados para fazer o serviço de 300 servidores da Suframa. O interessante é que o servidor da Sefaz recebe em média R$ 20 mil e o da Suframa, no mesmo nível, recebe R$ 5 mil, ou seja, eles recebem 400 vezes mais que nós. Estamos brigando pela estrutura do prédio, liberação de recursos para investimentos nas unidades e não apenas a questão salarial”, falou.
Para derrubar o veto
A situação dos servidores da Suframa pode mudar a partir de amanhã. O Congresso se reúne em Brasília, para votar, entre outras questões o veto parcial da presidente Dilma Rousseff à Medida Provisória (MP) 660/14.
A decisão atual da presidente negou aos servidores da Suframa, os pleitos solicitados em relação à reestruturação da carreira e à equiparação dos salários com as remunerações pagas as demais autarquias do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).
A expectativa do presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), Anderson Belchior, em relação à derrubada do veto é positiva. “Passamos a semana nos articulando com os parlamentares em Brasília. Acreditamos já ter o número necessário de votos para garantir a derrubada do veto”, apostou.
Belchior considera que só a derrubada do veto da presidente é capaz de por fim à greve da autarquia iniciada em maio. A estimativa do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) é de que a paralisação possa trazer prejuízos que cheguem a R$ 300 milhões por dia.
Com informações do Jornal A Critica/AM